Marcelino Freire, “mar que arrebenta”

Ainda aproveitando as férias, estive no evento literário "Boca de Baco", que está acontecendo aos sábados na Livraria Odeon, na Cinelância. Na estréia, além de lançamentos de livros e leituras de textos, houve uma oficina de narrativas breves com Marcelino Freire. Tive oportunidade de conversar um pouco com o escritor, já pretendia apresentá-lo aqui no Sararau e no quente dia 17 o encontro foi feliz.   Tenho lido alguns escritores brasileiros contemporâneos e, sem sombra de dúvida, Marcelino Freire é um destaque entre tantas linguagens e estilos da...

Uma placa, uma rua e muita história pra contar

Cena 1: Estudávamos o Romantismo e as gerações de poetas. O livro didático (Português: Linguagens, de Cereja e Magalhães), indicado pelo PNLEM e distribuído pelo Ministério da Educação, trazia a repetitiva seqüência: o nacionalismo de Gonçalves Dias, o ultra-romantismo de Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela, o condoreirismo de Castro Alves. No capítulo “A poesia condoreira”, uma nota intitulada “Consciência negra” começava assim: “Nas últimas décadas, os negros brasileiros perceberam que a luta iniciada por Castro Alves...