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	<title>Sararau &#187; Guiné-Bissau</title>
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	<description>Encontros com a poesia e com as literaturas africanas</description>
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		<title>Tony Tcheka e a poesia da Guiné-Bissau</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 17:17:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudia Fabiana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estórias e Escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Literaturas Africanas]]></category>
		<category><![CDATA[Fliporto]]></category>
		<category><![CDATA[Guiné-Bissau]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="float: right; margin: 10px;" src="http://www.sararau.com.br/wp-content/uploads/2008/11/tonytcheka-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />No último dia da Fliporto conversei um pouco com o escritor Tony Tcheka, um dos grandes nomes da literatura guineense. Tony Tcheka, de 56 anos, é um dos poetas que participa da primeira publicação de poesia na Guiné-Bissau, em 1976, em uma antologia intitulada &#8220;Mantenhas para quem luta&#8221;. Junto com mais 12 poetas, chamados por Mário Pinto de Andrade de &#8220;meninos da hora de Pindjiguiti&#8221;, faz naquele momento uma poesia engajada, ligada à independência da Guiné-Bissau em 1975. Foi um dos fundadores da UNAE &#8211; União dos Escritores da Guiné-Bissau, também é jornalista e agitador cultural.</p>
<p>Tony Tcheka me fala do problema da falta de política editorial no seu país. &#8220;Em uma sociedade onde tudo é prioritário, a cultura fica na segunda margem&#8221;, diz ele. Daí a reunião de escritores em antologias. Ele participa de várias, entre elas <em>Momentos primeiros de construção</em> (1978),<em> Poesia moderna guineense, Eco do Pranto </em>(1992)<em>, Barkafon di Poesia na Kriol </em>(1996)<em>. Eco do pranto </em>traz uma temática sobre a criança, ele conta. Já a <em>Poesia moderna guineense</em> marca um outro período, de ruptura com o sistema. Surgem grandes nomes depois da década de 80, como Abdulai Silá, Odete Semedo e Jorge Cabral. Tony Tcheka publica seu primeiro livro individual em 1996, <em>Noites de insónia na terra adormecida</em>, pelo INEP, Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa, na coleção <em>Kebur</em>.</p>
<p>Os escritores enfrentam os desafios da publicação e outras barreiras, mas na Guiné-Bissau a cultura da oralidade é uma aliada e &#8220;o escritor escreve e publica todos os dias&#8221;, conta Tony. Há lá o djunbai, espaço de encontro, acrescenta. Embaixo de um baobá, diferentes pessoas se reúnem constantemente para contar estórias, ler versos, cantar e sorrir, em um convívio amistoso.</p>
<p><span id="more-114"></span></p>
<p>Por fim, preciso ressaltar o trabalho da professora Moema Parente Augel, que esteve presente no evento e me apresentou ao Tony Tcheka. Ela se dedica há muito tempo ao estudo das literaturas guineense e afro-brasileira, e, na ocasião, mais uma vez se mostrou empenhada na divulgação dessas literaturas. Para aqueles que começam a estudar a literatura da Guiné-Bissau, um bom texto da professora Moema é &#8220;Sol na Iardi &#8211; perspectivas otimistas para a literatura guineense&#8221;, disponível na internet: http://www.didinho.org/estudosepesquisas.html</p>
<p>Deixo um poema de Tony Tcheka, do seu mais recente livro <em>Guiné sabura que dói</em> (2008), pela UNEAS, União Nacional dos Escritores e Artistas de S. Tomé e Príncipe. Veja outros poemas também na seção Sararau.</p>
<p><strong>Globalizado excluído</strong></p>
<p>A<br />
Carta<br />
de<br />
alforria<br />
que<br />
floriu<br />
no templo<br />
das proclamações<br />
decretos<br />
e<br />
convênios<br />
libertadores<br />
murchou<br />
desandou<br />
como<br />
a<br />
flor<br />
sahel</p>
<p>amnésica<br />
ficou<br />
sem<br />
os<br />
pergaminhos</p>
<p>globalizada</p>
<p>nos<br />
grilhões<br />
dos<br />
novos<br />
navios<br />
negreiros<br />
ressurge<br />
sob formas<br />
manhetas<br />
manietada pelas<br />
fronteiras farpadas<br />
impostas por patriarcas ilusionistas<br />
batutadores da escrita família<br />
do comércio proteccionista de exclu$ão &amp;<br />
companhia Lda.</p>
<p>__________<br />
<span style="font-size: 10px;">Foto: Claudia Fabiana</span></p>
]]></content:encoded>
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