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Elisa Lucinda e a Casa Poema

Elisa Lucinda e a Casa Poema

Estou de férias desde as vésperas do Natal e só agora volto a escrever no Sararau e a pensar em projetos no novo ano.. Tenho caminhado todos os dias, respirando o verão e observando belas e diversas paisagens do Rio: a orla da zona sul, a arquitetura e o movimento do Centro, as miudezas do Saara, os labirintos do Grajaú, a lua cheia nos casarios de Santa Teresa, a Lagoa com olhar a 360˚, o bairro da Urca, a minha própria rua. Ainda ontem fui à Casa Poema, bem aqui ao lado. Descobri o lugar no ano passado e há muito me prometia passar por lá para conhecê-lo. A...
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O amolador de facas

Acordei com um som estranho vindo da rua. Uma mistura de maçarico com apito de guarda de trânsito. Olhei pela janela do apartamento e parado na calçada estava um senhor com um instrumento pra lá de poético: um antigo amolador de facas. Na verdade não reconheci de imediato a peça. Foi meu namorado que me vendo surpresa disse: "Mas você nunca viu o amolador de facas?" Ora, cá pra nós, nasci na década de 70 e, apesar de ter vibrado na adolescência quando comprei meu primeiro vinil compacto, não experimentei ouvir a música do amolador. Talvez não fosse um...
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Da utilidade e da inutilidade da poesia

Manuel de Barros em um de seus "Arranjos para assobio" nos aponta que O poema é antes de tudo um inutensílio. Muitos teóricos e críticos da arte já se propuseram a definir o poético e a pensar na utilidade da literatura. Desde Platão e Aristóteles com a questão da arte como mimese, a Heidegger, Roland Barthes ou Octavio Paz, só para citar alguns. Hoje o debate parece se acentuar nas rodas, nas academias, nas mídias eletrônicas. Com um mercado editorial que define as regras do jogo a partir do mais rentável, o lugar da poesia fica cada vez mais à margem dos...
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Educação pela poesia: para humanizar o homem

No mundo de hoje, com inúmeras guerras sendo travadas por todo canto, com catástrofes ambientais que denunciam o suicídio da espécie, com a arrogância e o consumo como valores supremos, tenho me perguntado se haveria uma saída para o reencontro do homem com o humano. Sair desse labirinto sem ser devorada pelo Minotauro parece tarefa impossível, mas eu acredito em um fio de Ariadne muitíssimo pertinente: a educação pela poesia. Ainda ontem, após assistir a um espetáculo que discutia a questão do negro no Brasil, em comemoração ao 20 de novembro, conversava com...